Mondial de La Bière

25 nov Acontece

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Amante incondicional do Rio, a jornalista Luli Dias Garcia, do @gingacariocablog, estreia a sua coluna hoje falando sobre o Mondial de La Bière, evento que reúne fabricantes, distribuidores e importadores de cervejas artesanais e premium, dedicado à degustação orientada em mais de 120 estandes, e que teve agora a sua terceira edição no Rio de Janeiro, e melhora a cada ano em termos de público, expositores e novidades. O palco da vez foi o Píer Mauá, que mesmo tendo o seu entorno em obras, abrigou com maestria muita gente boa, criativa e animada em três de seus pavilhões.

Luli estará aqui no BossaMe, todas as quartas, para falar de vários assuntos, seja de um jantar a um passeio ao ar livre, de um problema do cotidiano carioca ao dever cívico que todos os moradores devem exercer, de um personagem anônimo ou famoso, de um pôr do sol ao nascer do mesmo – tudo pode virar um delicioso interlace de palavras em formato de conto, crônica ou simplesmente devaneios de quem procura ver poesia em cada esquina, mas também busca aflorar a cidadania que anda meio adormecida em cada um de nós. Bem-vinda!

Luli Dias Garcia

Se a vida dá voltas, a de uma assessora dá loopings. E eu, que estava acostumada com os chopes nossos de cada dia do Baixo Gávea e Jobi – que tem os seus valores, que fique claro – em menos de um ano me vi inserida num universo cervejeiro denso, cheio de novos sabores, aromas e cores. Com um leque de clientes como, Cerveja Social Clube, Jeffrey e Assis Garrafaria, desenvolvi um paladar para lá de especial.

Estreio a minha coluna semanal com um brinde. A Jeffrey, que já não é mais meu cliente – que isso também fique bem claro – mas entrou para o seleto hall das amizades, teve a sua Niña eleita pelo público, pela segunda vez consecutiva, a melhor cerveja do Mondial de Là Biere 2015.

Com uma organização maravilhosa, que foi aprimorando pequenas falhas iniciais, 38 mil pessoas puderam degustar, nos quatro dias de evento, sabores que iam do café ao ouro. O mercado da cerveja artesanal, que só faz crescer e ganhar adeptos na Cidade Maravilhosa, veio para ficar, inovar e surpreender. Realmente é encantador esse mundo das cervejas especiais – dos pequenos fabricantes artesanais aos maiores, a diversidade de combinações inusitadas de sabores, a criatividade dos seus rótulos com design divertido e de bom gosto, enfim, toda a cultura cervejeira que está envolvendo um pessoal bacana, apaixonado e empreendedor.

Por falar em paixão e empreendedorismo, volto ao pessoal da Jeffrey. Os quatro sócios, que se dividem em tarefas e funções da empresa e se multiplicam em dedicação e cuidado com a marca e produtos, são exemplos bem bacanas para destacarmos entre os diversos empreendedores cariocas. Eles não são simplesmente donos de uma cervejaria, mas verdadeiros agentes culturais que atuam na moda, literatura, gastronomia, esporte, arte e música tendo a cerveja como a grande catalizadora.

Nessa edição do Mondial eles colocaram em prática uma essência que carregam desde o início: amizade – pois tornam-se seus amigos todos aqueles que entram no mundo da Jeffrey e vivenciam experiências e momentos únicos com os patinhos.

Representando esse conceito Jeffrey Friends, os três consagrados chefs Pedro Artagão, Roberta Sudbrack e Thomas Troisgros assumiram no stand da cervejaria uma estação gastronômica com os seus sabores já tão reverenciados pelos cariocas, além da simpatia e atendimento de alto nível, infelizmente um ponto que devemos destacar já que muitos estabelecimentos ainda pecam nesses quesitos por aqui.

Os chefs Pedro Artagão e Thomas Troisgros que aceitaram o desafio de criar novos sabores para a Jeffrey

E como tudo na Jeffrey é surpreendente e vai além, os chefs apresentaram cervejas criadas no  junto com os patinhos. Eles aceitaram o desafio de colocar suas sensibilidades gastronômicas em formato de cerveja e o resultado foi incrível! Thomas usou jiló no lugar de lúpulo, Artagão usou laranja, gengibre e alecrim, já a Roberta escolheu a toranja como ingrediente chave. O público provou e aprovou as três criações. E assim, mais uma vez, a Jeffrey proporcionou uma experiência e oportunidade únicas de troca entre público, chefs e novos sabores. Inesquecível!

Vale destacar a muito comemorada prata da Interestellar, da Hocus Pocus, também pelo voto popular. O bronze ficou para a Petra Stark, do Grupo Petrópolis. Já estou ansiosa para a edição de 2016!

Fotos: Diego Batista

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