Borboleta Azul

9 dez Acontece

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As redes sociais nos promovem, algumas vezes, trocas muito humanas. Uma das mais marcantes para mim foi uma página que comecei a seguir no Facebook que contava a história diária da luta de uma mãe e um filho contra um câncer no cérebro do menininho, que iniciou a sua corajosa jornada de tratamentos aos 4 anos de idade.

E como acontece com personagens de livros e novelas, ele se tornou uma figura presente no meu dia a dia, mas a diferença é que se tratava de uma pessoa real. Me pegava buscando atualizações de posts que contavam as suas novas conquistas, fotos com seus ídolos e até mesmo suas dificuldades. Vibrava, chorava e desejava força como quem deseja a um ente querido. Até que no domingo de Páscoa de 2014 veio a triste notícia de que ele havia partido, aos 13 anos.

Nesses oito anos de tratamentos e cirurgias, Renata Guerra e Felipe tiveram hospitais como uma segunda casa. Foi aí que ela percebeu o quanto era importante entretê-lo para tornar menos sofrida a sua rotina. Não entrarei nos detalhes da história, pois acho que ninguém melhor do que ela própria para contar. E no livro “Borboleta Azul”, lançado ontem, ela narra tudo à flor da pele.

É pura emoção. Engana-se quem pensa que ao chegar na última página o sentimento maior é de tristeza, definitivamente, não é. O que fica é uma enorme lição de força, coragem e amor. E, no fim, percebemos que há várias formas de vencermos uma luta. E eles venceram e ainda vencem!

Além dos momentos únicos e de amor pleno que tiveram juntos, ele continua mais vivo do que nunca, pois Renata transformou a sua dor em amor e bem ao próximo, fazendo com que o filho esteja presente em cada projeto realizado pelo Instituto Todos com Felipe – ONG que Renata criou em homenagem a Felipe com objetivo de prestar assistência a crianças e adolescentes com algum tipo de enfermidade, sobretudo aquelas com câncer.

 Os projetos do Instituto têm o formato de brinquedotecas justamente pela experiência vivida por Renata, que distraia Felipe com brinquedos, desenhos, criando um ambiente mais lúdico nos espaços frios e duros, típicos de hospitais. Aliás, acredito que tornar mais humano momentos como esse deveria ser considerado parte do tratamento em todos os hospitais, no mundo inteiro.

Para quem quiser acompanhar os projetos da ONG, doar ou ser voluntário, basta entrar no site: todoscomfelipe.com e entrar em contato.  O livro continuará sendo vendido na ONG, quem tiver interesse em compra-lo deve entrar em contato pelos telefones 21 2522-7344/21 99508-9955 a renda obtida com a venda é revertida para os projetos da ONG.

Fica para nós o exemplo dessa carioca de como podemos transformar os nossos sentimentos de perda em ganho, não só pessoal, mas para toda uma sociedade. E para a nossa, que anda tão sofrida, é um alento e tanto. Ótima reflexão para essa época do ano, não?

Por: Luli Dias Garcia

 

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